Passageiro Frequente – Cuca Roseta

Cuca Roseta é um nome com pergaminhos no fado português. A artista lisboeta esteve recentemente a fazer uma digressão pelas nove ilhas do arquipélago dos Açores. Uma viagem que deixou memórias. Memórias “mágicas”, como nos conta.

Nome: Cuca Roseta
Data e local de nascimento: 2 de dezembro de 1981, Lisboa
Profissão: Fadista
Álbuns: “Cuca Roseta” (2011); “Raíz” (2013); “Riû” (2015); “Luz” (2017)

Fez recentemente uma digressão pelas nove ilhas dos Açores. Qual a importância para si, pessoal e profissionalmente, desta digressão açoriana?


Foi um sonho cumprido. Adoro os Açores e tinha muito esta vontade de levar a minha música às ilhas todas, conhecer as riquezas de cada ilha
e também o talento. Por isso, convidámos um artista em cada ilha. Foi inacreditável. Foi sem dúvida uma das digressões mais bonitas da minha vida.

Sendo o Fado uma canção tipicamente portuguesa, mas de raiz lisboeta, até que ponto foi diferente cantar nos Açores?


Não foi diferente. Foi como cantar em qualquer outra cidade que não Lisboa. O fado é muito apreciado nos Açores e, inclusive, existe um tema dos Açores que sempre se cantou nas casas de fados, que é os “Olhos Negros”, que todos sabem e apreciam muito. O meu concerto não canta só fado. Canta essencialmente tradição portuguesa, Coimbra, Alentejo, folclore e marchas.

Não perguntaremos qual a ilha de que mais gostou, mas poderá descrever- nos que recordações irá guardar desta viagem?


Impossível escolher, são todas muito diferentes e especiais, cada uma marcou-me por razões diferentes. O caldeirão no Corvo. S. Jorge é muito caseiro. O Pico é mágico e diferente de tudo. A ilha das Flores tem aquela paisagem de cortar a respiração. A Terceira, o Faial, a Graciosa tão puras. São magníficas e, claro, Santa Maria, com o deserto de um lado e aquele mar que parece veludo do outro e S. Miguel que não acaba de paraíso. Os trilhos e as lagoas. Ficava aqui um mês só a descrever a maravilha desta digressão.

Pensa voltar a título pessoal? O que mais gostaria de fazer nessa altura?

O arquipélago dos Açores é um destino para voltar sempre todos os anos. Eu amo a natureza. É mesmo um paraíso na Terra com muito para descobrir. Venho de lá renovada com a energia daquele lugar mágico.

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