Observar Baleias e Golfinhos nos Açores

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Os Açores são actualmente um dos maiores santuários de baleias do mundo. Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 20 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. O número impressiona e corresponde a um terço do total de espécies existentes. Estamos num ecossistema de características únicas. Com a presença das majestosas baleias e dos simpáticos golfinhos, o azul do Atlântico torna-se ainda mais mágico e abençoado em redor destas nove ilhas. E traz para os novos tempos, onde preservação é palavra-chave, um grito antigo: “Baleia à vista!”.

Locais de Observação

A observação de cetáceos é uma actividade que pode ser praticada nas águas de todo o arquipélago. A facilidade de encontrar baleias e golfinhos nestas paragens foi acompanhada pelo desenvolvimento de operadores turísticos dinâmicos e respeitadores da vida animal. Há por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos. Após a partida do barco, o vasto oceano é o cenário em que decorrem os encontros maravilhosos entre humanos e seres marinhos.

Primeiro Dia de Observação

Antes da partida, um briefing explica as espécies a avistar, medidas de segurança e procedimentos a adoptar para não interferir com a vida marinha. A bordo das embarcações de fibra ou semi-rígidas, é obrigatório o colete salva-vidas. Em certas condições meteorológicas, aconselha-se o uso de calças e casaco impermeável (normalmente providenciados pelos operadores). As saídas costumam ter uma duração aproximada de três horas. O avistamento das baleias e golfinhos mistura salpicos de água salgada com um turbilhão de emoções. No regresso a terra firme, nasce o desejo de regressar ao mar.

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Melhor altura do ano

É possível observar cetáceos durante todo o ano, devido ao grande número de espécies existente nas águas do arquipélago. Para além das comunidades residentes como os golfinhos comuns e roazes, com quem é possível nadar, há baleias que utilizam os Açores como rota de migração. Os golfinhos pintados são mais frequentes no Verão. A baleia azul pode ser avistada com facilidade nos finais do Inverno. Cachalotes, baleias sardinheira e de barba são frequentes no Verão. Uma coisa é garantida: seja qual for a estação do ano, há sempre descobertas a fazer.

Idade recomendada

Não há idade limite para poder apreciar esta autêntica dádiva da Natureza. Tendo em conta que cada saída para o mar tem uma duração aproximada de três horas, a idade mínima recomendada é de cinco anos. Um mar em boas condições para um adulto pode, por vezes, ser difícil de suportar por uma criança ainda muito pequena.

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O que levar

A máquina fotográfica é imprescindível. Na observação de cetáceos há momentos que só acontecem uma vez na vida. O registo em imagem é essencial para auxiliar a memória de um encontro único. Para quem não esteja habituado a navegar, a tomada de um comprimido anti-enjoo antes de embarcar pode ser uma forma de garantir que a jornada seja sempre agradável. Deve levar-se água e alimentos leves, como fruta, sandes ou barras energéticas.

Não houve avistamento?

É raro não haver avistamento. Em 98 por cento das saídas são observadas baleias ou golfinhos, seja qual for a época do ano. O nível de confiança nestes encontros com seres marinhos é de tal ordem elevado que alguns operadores comprometem-se a devolver o dinheiro do bilhete, se de facto não forem avistados golfinhos ou baleias.

Alternativas às saídas para o mar

Quando não estão reunidas as condições ideais de mar, as saídas para o mar podem ser adiadas ou canceladas. Nada de desânimo. Em terra, pode-se saber mais sobre a rica história açoriana relacionada com a baleia. Há vários museus e centros de interpretação, principalmente nas ilhas do Pico e do Faial, que servem de interessante e cativante guarida.

Outra hipótese é visitar as vigias da baleia espalhadas em pontos estratégicos das várias ilhas. Parte destas casotas que serviram a frota da caça à baleia foi recuperada e, hoje em dia, acolhem de novo olhos treinados a perscrutar o horizonte em busca de cetáceos. Na generalidade, as vigias situam-se em locais costeiros com panorâmicas surpreendentes.