“As pessoas com quem trabalho são a minha maior fonte de inspiração.”

Meet Us com Rui Barata
Chefe de Equipa de Oficiais de Placa 

Com mais de 20 anos de experiência no Grupo SATA, Rui Barata é atualmente chefe de equipa de oficiais de placa — uma função que exige organização, responsabilidade e, acima de tudo, empatia. Nesta entrevista, Rui fala-nos sobre a sua rotina diária no aeroporto, da responsabilidade de garantir que tudo decorre sem falhas antes de cada descolagem, e da satisfação de liderar uma equipa unida e profissional. 
No final do dia, acredita que o segredo para o sucesso está em enfrentar os desafios com humor e manter sempre o foco no essencial: transportar passageiros, bagagens e carga com segurança e pontualidade. 

Como foi o teu percurso até chegares à chefia de equipa? E como é o teu dia a dia? 
Entrei para a SATA em 2004 como Técnico de Tráfego de Assistência em Escala (TTAE). Desde o início, estive envolvido tanto no check-in como na operação em placa, prestando apoio direto aos voos. Com o tempo e a experiência, assumi a função de chefe de equipa de oficiais de placa — cargo que desempenho atualmente. 
O meu dia a dia passa por organizar, orientar e acompanhar a equipa, consoante as necessidades operacionais. Faço reuniões informativas com as chefias e monitorizo todas as operações na placa. O nosso foco está sempre na segurança e na pontualidade: garantir que passageiros, bagagens, carga e correio seguem viagem no horário previsto e em total segurança. 

O que torna este trabalho especial para ti? Sentes haver uma rotina ou cada dia traz algo novo? 
Este é um trabalho tudo menos rotineiro. Cada dia traz os seus próprios desafios. A operação em placa é, por natureza, exigente e dinâmica. Temos de lidar com variáveis como o clima, mudanças de última hora e manter sempre a precisão. Isso exige atenção constante — e é algo que me motiva. 
Liderar uma equipa tão diversa é outro desafio que valorizo. Cada elemento tem a sua personalidade, e isso enriquece o ambiente de trabalho. O segredo está em saber ouvir, promover proximidade e garantir que todos entendem o seu papel na operação. Quero que cada pessoa da equipa saiba que estou disponível e que pode contar comigo. 

O que gostarias que os passageiros soubessem sobre o vosso trabalho — algo que normalmente não veem? 
Há muito que acontece longe dos olhos dos passageiros. Assim que uma aeronave chega, há uma série de procedimentos rigorosos na placa que garantem o sucesso do voo seguinte. Desde o tratamento da bagagem (em especial a frágil), até ao carregamento e descarregamento da carga e do correio, tudo segue normas bem definidas. É um processo que exige coordenação, planeamento e muita atenção ao detalhe. 

Como tem evoluído o vosso trabalho com o apoio da tecnologia? 
A tecnologia teve um impacto significativo. Hoje utilizamos tablets que nos dão acesso imediato aos sistemas operacionais junto às aeronaves. Um  avanço significativo foi a implementação do sistema BRS, que permite a leitura e rastreio das bagagens em tempo real. Estas ferramentas aumentaram bastante a nossa eficiência e reduziram drasticamente a margem de erro. 

O que é essencial para ser um bom oficial de placa? E como defines um bom dia de trabalho? 
É preciso ter uma personalidade forte, grande capacidade de concentração e um elevado sentido de responsabilidade. Estamos a trabalhar com segurança e logística em tempo real — não há margem para falhas. 
Um bom dia é aquele em que todos os voos partem em segurança e dentro do horário. Quando sabemos que os passageiros chegaram ao destino com as malas, que a carga foi entregue corretamente e que tudo correu espontaneamente — esse é o nosso sucesso. 



Tens algum lema de vida e de trabalho? 
Uso o mesmo lema para os dois: “Com empatia e humor, tornamos os nossos dias mais leves.” 
Acredito que, mesmo nos momentos mais exigentes, é possível manter uma atitude leve e positiva. Quando tratamos bem os outros e conseguimos rir um pouco ao longo do dia, tudo se facilita. 

O que mais valorizas no teu trabalho na SATA? E o que te inspira? 
A SATA deu-me um ambiente de trabalho familiar, oportunidades de crescimento e evolução profissional, e um enorme desenvolvimento pessoal. 
A minha maior inspiração são as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo destes anos — muitos deles já reformados — e que me ensinaram grande parte do que sei. São essas pessoas que moldaram o profissional que sou hoje. 

Que mensagem deixarias a quem está agora a começar nesta área? 
Diria que é uma área desafiante e exigente, mas também profundamente gratificante. A operação aeroportuária é intensa e cheia de pormenores, mas no fim do dia há sempre a sensação de dever cumprido. É um orgulho fazer parte disto. 

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