Doces Tradicionais feitos com Amor

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Mónica Silva dá forma e sabor aos mais tradicionais doces açorianos, como as malassadas, os sonhos de laranja e as rosas do Egipto, fazendo as delícias de quem tem a felicidade de os provar.

É nesta altura do ano, no mês de fevereiro, que as malassadas são mais solicitadas devido às comemorações que começam com o dia dos amigos, continuam com o dia das amigas, uma semana depois, e se prolongam até ao carnaval.

As malassadas levam cerca de 6 horas a fazer, desde a mistura dos ingredientes até estarem fritas e polvilhadas de açúcar, prontas a comer. São batidas à moda antiga durante uma hora e meia, a braços, por duas pessoas (quando uma está cansada é revezada por outra), a farinha tem que ser peneirada e tudo é feito da forma mais tradicional possível, para que as malassadas fiquem exatamente como devem de ficar: com uma massa leve e com favos por dentro, deliciosas!

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Fundadora e gerente da Empresa Ponto de Açúcar, Mónica Silva assegura a produção de centenas de malassadas que marcam presença, nesta altura do ano, nas mesas das famílias, dos amigos e também de empresas e entidades governamentais, que não dispensam a qualidade dos produtos da Mónica nas suas comemorações.

A empresa nasceu há 8 anos a partir de um momento de crise, o desemprego de Mónica, e do seu inconformismo em sobreviver a partir de um subsídio de desemprego.
Mónica decidiu, então, pôr mãos à obra e dedicar-se àquilo que melhor sabia fazer: doces. Para isso, investiu em formação e fez o mestrado em Cake Design.

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Para fazer a rosas do Egito, doces típicos da Ribeira Grande, Mónica usa as formas da bisavó do marido, que já têm mais de 100 anos. O segredo é nunca lavar as formas e conservá-las em óleo.

No início da empresa a publicidade era feita através do método tradicional de “passar a palavra”. Para além disso, com uma visão estratégica e com toda a confiança que tinha no seu produto, Mónica começou a contactar empresas e a oferecer o bolo criado por si, o famoso “bolo de caramelo e nozes” para as festas e eventos Institucionais.

Foi assim que chegou às Forças Armadas, e que fez o seu bolo para a festa do Dia do Exército, para mais de 200 pessoas. Depois de ter sido submetida a um grande interrogatório e de ter que comer a primeira fatia do bolo que fez para o evento, Mónica conquistou centenas de pessoas e potenciais clientes e criou uma relação de confiança com as Forças Armadas que havia de catapultar a sua empresa a nível nacional até aos dias de hoje.

Hoje em dia, Mónica é tão solicitada que chega a deslocar-se aos Estados Unidos para confecionar bolos de casamento que se querem “com uma massa pesada e rica, muito elaborados, com frutos e nozes, que simbolizem a riqueza e as famílias dos noivos”.

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Por detrás da qualidade dos doces feitos pela Mónica está uma confeção totalmente tradicional, com recurso apenas a ingredientes naturais e produzidos nos Açores, e a um ingrediente muito especial: o grande amor que a empresária dedica aos seus bolos e ao seu trabalho.

“Este trabalho implica muito sacrifício e muito empenho mas é muito compensador. Depois de horas a fazer um bolo, não me canso de contemplar o resultado final e ver a satisfação das pessoas quando vêm falar comigo e me agradecem e elogiam o trabalho.”

Os clientes passam a fazer parte da família. Mónica chega a fazer para a mesma família o bolo de casamento, dos batizados dos filhos, das comunhões, dos aniversários e já se imagina a fazer também os bolos das bodas de prata e dos casamentos da próxima geração das famílias”.

Para Mónica, os seus bolos são a sua vida e já não se imagina a fazer outra coisa.