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A ilha do Pico e a lenda de sonho da baleia gigante

Caixa de refeição Pico

Huge bull between hydrangeas, bushes of Erica Azorica and Azorian volcano Pico with patches of fog passing over him in the golden hour evening light

Numa certa manhã, há muitas gerações atrás, ecoou por toda a ilha do Pico um som familiar; um barulho que representava a esperança de sustento e até de alguma fortuna para as famílias pobres da ilha.

A palavra espalhou-se, para a maior baleia jamais avistada naqueles mares. Observados pela imponente montanha do vulcão do Pico, os homens correram aos barcos, decididos a ganhar a batalha contra aquela silhueta gigante que se afastava no horizonte. O mais valente dos arpoadores conseguiu chegar mais perto e, com a rapidez de um relâmpago, foi arrastado pela grossa corda do arpão atada à sua cintura, desaparecendo no infinito do mar.

Depois de grande espera e sem esperança de voltar a ver o companheiro, os baleeiros voltaram para terra.

Na manhã seguinte, o amanhecer revelou de novo no horizonte aquela figura gigante. Os homens remaram com todas as forças e, ao chegarem, tiveram a visão mais fantástica da sua vida: a baleia tinha trazido o homem de volta, que os recebeu às gargalhadas, fumando um grosso cigarro de casca de milho. Reza a lenda que o arpoador de baleias nunca revelou o segredo da sua vitória, nem tão-pouco como conseguiu lume para acender o cigarro.



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